Dados. Nós que trabalhamos no setor de seguros sempre coletamos, tivemos acesso e analisamos os dados da melhor forma possível. Porém, a quantidade de informações que temos reunido, as suas fontes e a forma de coleta e gestão nos alçaram a uma estratosfera completamente diferente nos últimos anos. Nesse novo mundo de coleta de dados de um número cada vez maior de categorias e de tipos de dispositivos que os geram, devemos nos concentrar nas tendências que estão transformando nossa indústria e descobrir uma fórmula para analisar e tornar essas informações úteis para os nossos negócios.

Um novo mundo de dados

Para chegar a uma visão simples e clara, há diversos passos que as seguradoras necessitam dar para concluir a construção de uma ferramenta holística para preparação, consulta e visualização de dados. O primeiro é identificar as tendências que estão transformando o setor. Todas elas se enquadram dentro da Internet das Coisas (IoT) e estão agrupadas em três principais categorias:

  • Tecnologia vestível;
  • Casas e carros conectados;
  • Telemática.

As comunicações de internet das coisas (IoT) e de máquina a máquina constituem a espinha dorsal de um mundo digital com muitas novas técnicas de coleta de dados como aprendizado de máquina, tradução speech-to-speech e computação em nuvem híbrida. O relatório The Gartner Internet of Things Primer de 2016 prevê que, em 2020, mais de 20 bilhões de coisas conectadas estarão sendo usadas, em uma variedade de setores, e que a internet das coisas influenciará todos os cargos de uma empresa. Em última análise, o principal valor de IoT para o setor de seguros estará na gestão, uso e análise dos dados gerados.

Tecnologia vestível, como relógios inteligentes, monitores de atividades, dispositivos de bem-estar e médicos, anéis inteligentes para pagamentos e faixas para exercícios fazem referência não apenas a vestimentas, mas também a qualquer equipamento usado no corpo para soluções comerciais ou pessoais. Na área de seguros de saúde e de vida, novos aplicativos para tecnologia vestível e para smartphones são lançados com bastante rapidez em todo o mundo.

Ao mesmo tempo em que as operadoras continuarão desenvolvendo estratégias de uso para a grande gama de dados coletados por tecnologia vestível, as informações para avaliação de riscos podem não ser disponibilizadas por anos. Mesmo assim, devemos iniciar os testes o mais rápido possível. Tal estratégia também exigirá um processo de análise que faça com que os dados sejam úteis. E, porque grande parte das informações são protegidas, deve-se esperar mudanças regulatórias e de conformidade sobre seu uso.

Além disso, tecnologia de carros e de casas conectados representam novos pontos de dados a serem processados pelas seguradoras. Com relação a casas conectadas, alguns exemplos de informações geradas incluem alarmes e notificações “inteligentes” de invasores, detectores de água e de fogo que chamam serviços de emergência, termostatos, iluminação, detectores de fumaça e monóxido de carbono e forno de uso doméstico. Alguns carros irão se tornar mais digitalmente conectados aos sistemas de computação domésticos, outros, ao seu fabricante original e a fornecedores de dados que irão apanhar grandes quantidades de informações de motoristas através dessas redes.

Uma outra fonte enorme de dados é a telemática, iniciada na década de 1990s e que hoje se encontra em fases de lançamento na maioria dos países em desenvolvimento. Utilizada em seguro com base no uso (UBI), essa tecnologia permite, atualmente, novos modelos de seguros com base no comportamento real dos motoristas, na velocidade, na mudança de direção, no uso do freio, etc. Os principais pontos de dados gerados pela telemática são distância, tempo, comportamento e contexto do comportamento do motorista, topografia da estrada, dados do velocímetro, histórico de reclamação de sinistro, otimização da rota, uso de combustível, calibração dos pneus e alertas de reparo ou emissões/códigos de diagnóstico do veículo. Muitas previsões afirmam que a telemática instalada usada nas apólices de seguros de automóveis aumentará rapidamente nos próximos anos.

A ascensão dos carros conectados e da telemática significa o provável aumento de forças muito disruptivas. Indicadores como dados do velocímetro no momento do impacto, usados na reclamação de sinistro por lesões corporais, e alertas automáticos para serviços de emergência em caso de acidentes podem revolucionar o mercado de gestão de sinistro para sempre.

Conectando as conexões

Big data e o uso de análise estatística e modelagem de dados deixaram de ser somente objetivos definidos pelo diretor de informática de uma operadora ou dos cientistas de dados. As seguradoras devem estar prontas para usufruir, por completo, dos dados e de todo novo avanço, de maneira contínua, usando-os como apoio para a manutenção de sua vantagem competitiva.

Em um próximo post, falarei dos passos que as operadoras de seguro precisam dar para juntar todas essas crescentes fontes de dados. Até lá, para saber mais sobre implementação e uso de análises avançadas, faça o download do white paper LexisNexis Insurance Advanced Analytics aqui.

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