Quando comecei a trabalhar na LexisNexis Risk Solutions há 25 anos, o tamanho do nosso negócio de seguros parecia insignificante comparado ao valor que representamos no mercado hoje. Naquela época, nunca imaginei que veríamos um ano de Brexit, Donald Trump se tornando presidente e a Grécia considerando usar o dólar americano como moeda nacional. Como falei recentemente no UK Customer Advisory Meeting, grandes mudanças podem ocorrer fora da nossa própria existência.

Minha mensagem para as seguradoras no encontro foi: “as mudanças estão chegando, vocês estão prontas? Vocês conseguem operar sob mudanças e estão preparadas para as consequências?

Os mercados de seguros estão cada vez mais fluidos e cheios de dados no mundo todo. Com a nossa recente aquisição da IIL, na LexisNexis Risk Solutions vemos inovações fantásticas a caminho. No momento, estamos em um planejamento de cinco anos que será palco dos maiores investimentos da nossa história, com foco em soluções abrangentes para atender às necessidades dos mercados de seguros globais. Além do Reino Unido, estamos expandindo nossas operações para a Índia, Brasil, China e Espanha.

Mas como a tecnologia de big data está sendo cada vez mais encoberta por processos de seguros, existem perguntas críticas que todos precisamos fazer para o consumidor. Quem é dono dos dados? Os dados pessoais são do próprio consumidor, do corretor ou de quem for o dono do relacionamento com o cliente?

Com essas questões vem o ponto importante sobre os direitos de usar os dados e optar por compartilhá-los, o que está ficando mais claro com a evolução do processo de troca de dados. Afinal, o fluxo livre de informações traz grandes benefícios para o consumidor.

Nos EUA, 70% dos clientes pagam prêmios mais baixos graças à nossa infraestrutura, o que possibilita uma melhor tomada de decisões com transparência. Existe também a função de educar e trabalhar com os reguladores com relação à questão da transparência e aos muitos pontos em torno da educação do consumidor e do compartilhamento de conhecimento.

A velocidade e a direção com as quais os dados costumam fluir no sistema de seguros geralmente não são óbvias para o consumidor, mas devem ser sustentadas pelo princípio de adesão destes. Aqui vai apenas um exemplo: os proprietários de Tesla podem escolher fazer parte da Rede Tesla; isso é uma forma de conceder o controle aos motoristas sobre a monetização de seus próprios veículos. A empresa já está coletando mais de 3 milhões de quilômetros de dados por dia. Isso é exatamente o mesmo caso dos clientes de telemática que optam por terem seus dados coletados pelos fabricantes originais do equipamento (OEM).

Com todos os novos dados que estão sendo gerados, passamos as questões críticas aos nossos clientes: como tornar todas as informações úteis? Qual é a sua definição desses dados? Isso é o que você precisa para executar a sua estratégia. As informações devem ser elaboradas diretamente no fluxo de trabalho e com base na indústria, pois o movimento de informações é bastante inconsistente.

Todo ponto de contato com o consumidor é um teste do seu conhecimento e da sua visão. Em cada um, é necessário perguntar se existem novos recursos de dados que você pode adotar para o futuro. Analisando todo o mercado de seguros, vejo muitas incoerências globais nesses processos.

Incentivo que todos os nossos clientes e atores do setor analisassem os dados e se concentrassem em usá-los para melhorar a experiência de vida dos consumidores. Como todos podemos facilitar, como indústria, a coleta de dados que devemos usar?

Estamos indo exatamente nessa direção. Com a aquisição da IIL e suas soluções de dados inteligentes, estamos facilitando a integração de dados aos fluxos de trabalho do mercado.

Embora tenhamos investido em bases de dados contributivas, análise e tecnologia de dados da indústria, como o nosso LexID, o serviço No Claims Discount e o MapView, além de outras soluções sendo desenvolvidas e testadas, a IIL investiu em uma plataforma para hospedar dados de clientes e conectá-los ao ponto de cotação. Os parceiros de afinidade podem adaptar o fluxo de dados à sua marca. Todos os conjuntos de dados díspares não são relevantes, a menos que consiga uma visão ampla e precisa do consumidor individual.

Como fizemos com o negócio de telemática da Wunelli, estamos facilitando para que as empresas tragam novos dados. Com relação a isso, também trabalhamos em algumas iniciativas importantes de telemática no Brasil, China, Espanha, Estados Unidos e Reino Unido.

Com esse constante olhar sobre inovação, levaremos os dados de telemática para a plataforma global de troca de dados e, para tal, algumas novas etapas estão por vir. Há um dispositivo plug-in hardwire de 12V chegando ao mercado, o que solucionará alguns dos problemas relacionados à complexidade dos dispositivos, dando continuidade ao nosso trabalho na normalização, estruturação e empacotamento de pontos de dados em todo o cenário de telemática.

Estamos bastante comprometidos com os fabricantes originais do equipamento com relação à troca global de telemática, processo que continua em evolução desde já. Por que as OEMs estão tão interessadas nas questões referentes a dados e tudo que suporta os veículos conectados? Eles nos dizem que querem saber muito mais sobre seus clientes, comportamento, preferências, as cidades onde vivem, etc. Portanto, no futuro, haverá um papel para nós no fornecimento de informações para que as OEMs consigam melhorar suas relações com os clientes, além de ajudar as seguradoras a protegerem seus investimentos em telemática.

As mudanças estão chegando rapidamente. O período médio de atenção de um ser humano caiu de 12 segundos em 2000 – época em que a revolução móvel começou – para oito segundos. Acredita-se que peixes quínguios, por sua vez, tenham uma capacidade de atenção de nove segundos. No futuro, o fornecimento de recursos de dados terá relação com voltar ao ponto exato da necessidade do consumidor.

Acesse o site da LexisNexis Risk Solutions Enrance UK ou da LexisNexis Risk Solutions Insurance India para saber mais sobre como ajudamos as seguradoras.

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