Escrito por: LexiNexis Soluções de Risco

No momento, provavelmente há mais perguntas quando o assunto é carro autônomo. Por exemplo, como este tipo de veículo pode impactar os prêmios de seguro?

Qual será o impacto das mudanças no comportamento dos motoristas? Como as seguradoras devem se preparar para todos as novas fontes de dados? Qual o risco cibernético das novas tecnologias? E o mais importante, a legislação para carros sem motorista ainda está sendo elaborada, com expectativas de pronunciamentos por parte dos reguladores de transporte nacional dos EUA, este ano, e no Reino Unido, com o Projeto de Lei do Transporte Moderno (Modern Transport Bill).

Na LexisNexis Risk Solutions, publicamos os resultados de uma grande pesquisa*, realizada no Reino Unido, sobre a atitude dos consumidores com relação ao futuro do seguro de automóveis. Ela explorou fraudes, hábitos de aquisição de seguros, opiniões sobre dados de telemetria e opiniões sobre os carros sem motorista.

Com relação aos prêmios, quase 60% dos entrevistados disseram que esperam que os seguros sejam mais baratos para os carros sem motorista. Na verdade, a Forbes e outros meios preveem que os prêmios poderiam cair em até 75%, já que remover o elemento humano tornaria as ruas e as estradas mais seguras.

O que está claro, como consta em um relatório do DfT do ano passado, é que o Centro de Veículos Conectados e Autônomos (CCAV) está coordenando um envolvimento ativo do governo britânico com as montadoras, as empresas de tecnologia e comunicação e com o setor de seguros.

Os principais fabricantes de automóveis, como a Nissan, dão total apoio a qualquer nova legislação que permita carros sem motorista nas principais ruas e estradas britânicas. Paul Wilcox, Presidente do Conselho da Nissan Europe, comentou recentemente que “a adoção e a integração das tecnologias de veículos autônomos são positivas para o Reino Unido”.

Thatcham Research, o único centro de pesquisa financiado pelo setor de seguros, também saudou os testes de direção no Reino Unido, onde os dados coletados sobre carros autônomos se baseiam em famílias reais utilizando as vias públicas, nas condições do mundo real, em vez de uma pista de teste irrealista.

Planejamento futuro para prêmios mais baixos

Com o tempo, a possibilidade de dirigir de A a B sem intervenção humana mudará diversos conceitos e regulamentações que, há muito, estão consagradas nas leis de tráfego rodoviário. Será fundamental para as seguradoras desenvolverem novos tipos de cobertura, inclusive a de responsabilidade pelo produto para os carros sem motorista.

Os dados terão que conseguir lidar com novos tipos de diagnósticos de batidas: se houver um incidente, quem é o responsável? O motorista, o fabricante do veículo ou o instalador do software? As análises de diagnóstico serão ainda mais complexas se um carro semiautônomo colidir com um completamente autônomo.

Mas as dúvidas não param por aqui. Como, por exemplo, as inovações patenteadas pela Google podem impactar, potencialmente, risco de dano pessoal e os seguros, no futuro? Um experimento recente realizado pelo Google, de um revestimento adesivo que, em caso de colisão, é solto e ‘gruda’, literalmente, o pedestre ao capo do carro.

Outras patentes pendentes relacionadas ao sistema de carros sem motorista incluem, entre outros, Detecção e Mapeamento de Semáforos, Direção na Região, Diagnóstico e Reparo para Veículos Autônomos e Sistema e Método para Previsão do Comportamento de Objetos Detectados.

Por ora, só nos resta imaginar como essas novas tecnologias reduzirão o risco dos veículos motorizados ou, talvez, em alguns casos, até criar novos tipos de riscos. A solução para muitas dessas perguntas reside nos dados.

Clique no link para saber mais. Driverless Cars: The Road Ahead.

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