Escrito por: LexiNexis Soluções de Risco

Quando um motorista que dirige devagar representa um alto risco? Pode parecer uma pegadinha, mas a resposta é “quando estiver usando seu celular ao volante”. Isso é só um exemplo de muitas informações sobre o comportamento dos motoristas que podem ser fornecidas pela telemetria.

Se um dispositivo de telemetria ou uma black box registra um motorista sempre dirigindo bem abaixo do limite de velocidade, ele pode ser considerado como risco baixo. Entretanto, os dados do celular associado podem revelar que a razão para isso é que ele está constantemente mexendo no seu telefone ao volante, o que quer dizer que estará distraído e, claro, representando um risco muito maior que a seguradora pode não estar disposta a cobrir.

O mercado de seguro com base na utilização (UBI) anda bem agitado, graças à rápida evolução da telemetria e da precisão das soluções. Quando o UBI chegou ao mercado, os black box eram predominantes e o grande volume de dados coletados fornecia a nós, da LexisNexis, informações e conhecimento exclusivos sobre o comportamento dos motoristas. O lado negativo era o custo associado aos black boxes e à instalação.

Felizmente, com o veloz desenvolvimento da tecnologia móvel, surgiram os aplicativos de smartphones, o que reduziu, drasticamente, o custo e a complexidade de instalação.

Entretanto, os dados coletados por smartphones trazem consigo diversos desafios relacionados à sua consistência e em como transformá-los em dados mais estáveis. Estamos investindo bastante em testes e criando filtros e benchmarks adequados para que possamos fornecer informações úteis.

Um black box é fixado no carro e irá, automaticamente, registrar e relatar os detalhes de determinada viagem. Por outro lado, um celular gravará esses dados, mas nem sempre conseguirá diferenciar se você está em um ônibus, trem, táxi ou pegando carona com um amigo. Pode até registrar as informações de você correndo, dependendo da sua velocidade!

A criação de uma inteligência capaz de diferenciar viagens, e registrar somente aquelas em que o segurado é o motorista, sem a necessidade do usuário precisar confirmar toda vez que fizer qualquer tipo de percurso, tornou-se alta prioridade.

O tempo e o dinheiro investidos valeram a pena, conseguimos criar um algoritmo que diferencia os trajetos dos usuário e determina automaticamente se este é o motorista ou é o passageiro.

Após, apenas 300 km e 20 viagens, esse algoritmo aprende, com segurança, quando um motorista está ao volante, identificando estilo de condução, rotas frequentes, horários em que costuma dirigir, velocidade nas estradas, como freia, entre outros atributos.

Comparado ao sistema comumente utilizado no mercado hoje, sistema com base em regras, nosso algoritmo, o Driver Signature™, tem a capacidade de armazenar 15% a mais de percursos. Isso fornece mais dados as seguradoras, e essas podem usar estas informações nas suas decisões de riscos e preços.

Em paralelo a esse desenvolvimento, também estamos lançando nosso dispositivo tethered de 12V, que pode ser conectado ao acendedor de cigarro do carro e sincroniza com o aplicativo no celular. O seu uso aprimora, em muito, a precisão da pontuação do motorista, pois começa a registrar os dados antes do app e tem capacidade incorporada para medir velocidade e freadas bruscas.

Para nós, o mais animador são os detalhes e as informações adicionais que esse dispositivo pode fornecer. Atualmente, estamos em um círculo vicioso de mais dados, mais seguradoras e mais dados de baixo custo que estão se tornando granular demais e, assim, fornecendo um cenário geral melhor.

Enquanto aplicarmos filtros precisos nos dados, a telemetria móvel e o UBI irão nos fornecer informações para serem aplicadas no futuro em dados de qualquer fonte , incluindo em dados de veículos autônomos

Publicar comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *