dezembro 8, 2020

Produtos prontos que passam da prateleira para a mão do cliente são o carro-chefe da maior parte das indústrias, da fábrica de pregos ao mercado segurador. Com pequenas variações, os produtos atendem às necessidades daquele consumidor naquele momento. A evolução da tecnologia, porém, trouxe novas possibilidades de personalização. O consumidor, sempre ávido por melhores produtos e melhores preços, já sabe disso. As empresas, por seu lado, também já perceberam a enorme vantagem competitiva que as soluções personalizadas representam. Diante disso, criou-se um novo desafio: como transformar a cultura de criação de produtos de prateleira em uma fábrica de ideias inovadoras que atendam aos objetivos e desafios do cliente?

A resposta a essa pergunta passa por uma prática que amadureceu e se consolidou no início do milênio: a Cocriação.

Co-facilitadora da inovação, a Cocriação ajuda no desenvolvimento de soluções personalizadas de forma colaborativa, com o intuito de entregar valor não somente para os clientes mas para todo o ecossistema – incluindo parceiros e fornecedores.

Se a seguradora tem um problema de conversão, atendimento ou até de operação, é provável que uma solução de prateleira atenda uma das necessidades. Mas e quando existe mais de um desafio? Todos de uma vez? Ou quando não se conhece em profundidade a jornada e todos os desafios envolvidos no ciclo do cliente?

A melhor maneira de tratar essas questões é olhar de uma forma holística: entender os cenários e conexões, definir e priorizar, para então buscar as alternativas para resolvê-las. Com essa abordagem, é possível idealizar soluções que operem de forma integral, amarrando todas as pontas.

A Cocriação pressupõe flexibilidade e a oferta de serviços customizados. Na LexisNexis Risk Solutions, essa abordagem é baseada em diferentes dinâmicas, fruto de nossa experiência ao longo dos anos. Chegamos a um modelo próprio, que a prática mostrou ser mais adequado à realidade das seguradoras. Assim, inovamos e testamos ideias de forma rápida, possibilitando que os investimentos sejam direcionados apenas para os projetos que realmente têm relevância para o consumidor e maiores chances de gerar resultados positivos.

A nossa abordagem de Cocriação consiste em cinco etapas, que em geral são executadas em duas semanas:

Descoberta – Para começar o trabalho colaborativo com os nossos clientes, o primeiro passo é unir uma equipe de trabalho e explorar ao máximo as informações sobre aquele tópico, buscando conhecer todos os seus aspectos: quais as tecnologias envolvidas, quem é o público, quem são os concorrentes, o que dizem as pesquisas de mercado. Nessa etapa, a interação e pesquisa com usuários é fundamental. Tudo isso ajuda a identificar ou entender o problema, que acaba resumido a uma única frase, para dar foco ao trabalho.

Definição – Entendido o contexto do problema, a próxima etapa é dedicada a definir possíveis caminhos para encontrar a solução, e refiná-los. Quais desafios vamos abordar? Qual tem mais impacto? Qual tem mais relevância?

Geralmente utilizamos matrizes para facilitar o entendimento entre todos os membros da equipe. Às vezes também trabalhamos sobre as estimativas de esforço, impacto e relevância, de acordo com a profundidade do nosso entendimento dos desafios e de tudo que aprendemos na fase de exploração.

Ideação – Como resolver estes desafios? É hora de compartilhar ideias.

Com diferentes conceitos explorados, podemos priorizar, debater e escolher o melhor entre eles. O sucesso dessa etapa depende do ponto de vista e participação do cliente, com seus executivos, técnicos e stakeholders. Discussões e votações ajudam-nos a eleger uma ideia promissora e viável, para ser validada na forma de um protótipo.

Prototipação – Mão na massa, essa etapa é dedicada à criação de um protótipo ou de uma simulação da solução, sempre buscando a maior fidelidade ao produto final para os testar. Com a prática de prototipação, encurtam-se caminhos no desenvolvimento de produtos ou serviços, pois é possível visualizar erros e transformá-los rapidamente em aprendizados.

Testes – A validação da solução deve ser realizada pelos usuários, e é fundamental que ela aconteça antes do seu desenvolvimento. Isso permitirá fazer eventuais ajustes e, por fim, decidir sobre prosseguir com o desenvolvimento do produto ou recomeçar do zero, refazendo as etapas de descoberta, definição, ideação e prototipação.

Sem incertezas no caminho a seguir

Nas seguradoras, a Cocriação pode ser usada para o desenvolvimento de um aplicativo a ser usado pelo segurado, para a criação de um novo produto digital, para responder questões ou resolver problemas em geral. Para encontrar soluções, vamos estudar, levantar e validar hipóteses, e em seguida criar, simular e testar. Ou seja, vamos construir um projeto juntos.

Com esta abordagem, nada é desenvolvido de fato até que se tenha a menor quantidade de incertezas sobre o caminho a seguir. Isso traz também uma imensa vantagem operacional. Um novo produto, que levaria sete ou oito meses para ser desenvolvido, validado e testado, pode ser prototipado e avaliado em duas semanas, levando a uma decisão sobre seguir em frente ou não. É uma forma excelente de otimizar tempo e recursos, para alinhar expectativas e eleger prioridades.

Nossa experiência também tem demonstrado que a Cocriação fortalece e promove a cultura de inovação dentro das empresas que a adotam.

Cada vez mais precisamos repensar o business as usual e seus produtos de prateleira. Precisamos buscar o aperfeiçoamento constante, aprender a olhar o negócio de uma maneira diferente, entender se o produto se conecta com o mercado, entregar valor naquilo que nos propomos a fazer. A Cocriação faz isso somando expertises, talentos e experiências entre parceiros, o que torna o processo ainda mais dinâmico, produtivo e relevante até mesmo para o aprendizado da equipe.

Visite nosso site para conhecer nossas soluções e como elas podem ser customizadas.

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