A pandemia de Covid-19 afetou as seguradoras em diversas frentes, do dia a dia dos funcionários à frequência de sinistros, que foi menor. Da porta para dentro, a pandemia acelerou transformações como a transição do ambiente de escritório para o home office, digitalização cada vez maior dos processos e investimentos em tecnologia e inovação. Nas ruas, a redução de carros em circulação foi a parte visível de uma mudança de comportamento do cliente que, se em um primeiro momento se traduziu na redução de sinistros, em um futuro bem próximo vai exigir das empresas flexibilidade e criatividade para se adaptar a nova realidade.

Consumidores, em todo o mundo, estão reconsiderando suas opções de seguros de automóveis. Carros parados na garagem durante boa parte da semana, o desejo de economizar e também de conseguir o melhor valor possível pelo serviço adquirido estão entre as mudanças já detectadas. E todas elas direcionam para os chamados seguros com base no uso ou UBI (Usage-Based Insurance).

Com o objetivo de adequar produtos de seguro às necessidades do consumidor, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou, em agosto de 2019, a Circular 592, que regulariza a criação de produtos com vigência reduzida, incluindo o UBI.  A nova modalidade de produtos temporários permite oferecer mais possibilidades, como os seguros por tempo de uso (algumas horas ou dias, ou uma viagem de carro em um período de 24h, por exemplo), por um determinado dia da semana ou finais de semana, por um determinado trecho (por exemplo, uma estrada específica) ou por quilômetro rodado.

Mesmo antes da pandemia, o interesse do consumidor já estava se modificando. Segundo a pesquisa World Insurance Report 2020, realizada pela consultoria Capgemini e pela organização sem fins lucrativos Efma, 51% dos clientes têm interesse em produtos UBI, pois percebem a boa relação custo-benefício das propostas personalizadas. Na pesquisa, foram ouvidos 8.000 clientes, de 22 países, incluindo o Brasil. Isso representa uma grande oportunidade para as seguradoras que estiverem preparadas para essa mudança de interesse.

Expansão do mercado

O modelo UBI é revolucionário, tanto para as seguradoras quanto para os clientes. Além de viabilizar novas soluções, os produtos com base no uso levam em consideração o comportamento de direção, permitindo que a seguradora ofereça um prêmio personalizado – até mais em conta, se o segurado tem um bom histórico de condução. Mas a principal vantagem é que o UBI pode ajudar a expandir o mercado, atraindo os motoristas que rodam sem cobertura, o que no Brasil corresponde à maioria dos proprietários de automóveis. De acordo com dados da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (CNseg), apenas 30% dos carros que circulam no Brasil contam com seguro. Há, portanto, boas perspectivas no horizonte.

Uma preocupação comum é se os consumidores estariam dispostos a instalar programas que compartilham seus dados de comportamento na direção com as seguradoras. A LexisNexis Risk Solutions fez esta pergunta a mais de 3 mil motoristas do Reino Unido. No total, 60% deles disseram que adotariam esse tipo de programa para economizar dinheiro e melhorar a segurança, e 66% disseram não ter “nenhuma preocupação” em usar uma solução de telemetria e compartilhar seus dados de comportamento na direção com seguradoras.

Tecnologias de ponta

Para oferecer o seguro com base no uso é preciso dispor de dados de comportamento de condução confiáveis em mãos. Esses dados podem ser coletados por meio de aplicações tradicionais de black box, rastreadores, aplicativos de smartphones e carros conectados.

Os aplicativos de smartphone são uma boa forma de coletar dados, e tornam os programas de UBI mais acessíveis para as seguradoras. Mas, independentemente da fonte dos dados, o sucesso de um programa UBI depende da capacidade da seguradora de entender esses dados, provenientes de diferentes fontes e provavelmente em diferentes formatos. Para que a informação coletada seja útil para as seguradoras, os dados precisam ser padronizados e normalizados.

Além disso, não haverá interesse por parte do cliente se não houver benefícios por aderir ao programa, e se não houver confiança quanto à precisão dos dados e à proteção das informações pessoais. Isso significa que uma solução de UBI terá que oferecer recursos robustos de criptografia de dados e transparência sobre como os dados são coletados, usados e armazenados.

Na LexisNexis Risk Solutions, temos a tecnologia e o know-how para criar soluções de seguro baseado no uso, trazendo benefícios tanto para as seguradoras como para os clientes.

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